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TRABALHOS

Vídeo:

 

VoaVulva

2021

Vídeo

Duração: 3'43"

https://youtu.be/JMHsH_bSXPM

 

Edição: Moacir Macedo

Fotografia: Thiago Araújo Soares/Moacir Macedo

Construção das Pipas: Moacir Macedo

Música: Erghan Diado (Live on KEXP studio. Recorded April 21, 2017) - The Bulgarian State Radio & Television Female Vocal Choir

Produção Audiovisual: Radioclip Produções - Brasília

 

Pipas:

VoaVulva

2021

Desenho com caneta-marcador permanente sobre papel de seda, com estrutura de bambu e linha de algodão

60 x 690 x 5cm, com a rabiola

MINI BIO
 

Nascida no Rio de Janeiro em 1969, graduou-se em Antropologia pela Universidade de Brasília, cidade onde vive e trabalha atualmente. Na cidade, frequentou oficinas de cerâmica e escultura, além de cursos livres e de extensão sobre história da arte e desenho. Em Madri, em 2006, cursou Master em Teoria e Prática de Arte Contemporânea.

Sua primeira exposição, em 1997, apresentava painéis com rasgos e dobraduras de cerâmica vitrificada, material também utilizado para a produção, dois anos depois, da série Mar Interior, com formas orgânicas que tendiam mais à tridimensionalidade, livre do suporte da parede.

A partir de 2002, passou a experimentar a resina cristal, quando produziu a instalação TransparEssência, para uma exposição de mesmo nome. Continuou a utilizar essa matéria-prima com a série apresentada na mostra individual Espejo de Venus, mergulho em sua vida e corpo, em 2006.

A corporalidade feminina, evocada especificamente por meio da peça Mi Espejo de Venus, um camafeu-vulva transparente que mostrava seu rosto em um retrato do casamento recém terminado, trouxe como desdobramento a coleção Toy Pussy, trabalho que desenvolvimento, e faz alusão à vagina que falta à boneca Barbie. em

Voa Vulva, seu trabalho mais recente, dá continuidade à temática da representação da anatomia feminina, com desenhos de vulvas coloridas sobre pipas de papel de seda empinadas em conjunto por um grupo de mulheres, ação que é filmada, resultando em uma peça de video.

Voa Vulva apresenta pipas de papel de seda que servem de suporte para o desenho de vulvas coloridas, além de um vídeo em que é registrada uma ação, com várias mulheres, diversas em cores, tamanhos, e orientações sexuais, soltando essas pipas ao mesmo tempo. Para a montagem de uma instalação, as pipas são penduradas, algumas verticalmente, à altura da visão do espectador, outras, um pouco acima, mais próximas ao teto do espaço expositivo, todas simulando um voo, e delineando um percurso que o espectador segue até o ponto final, onde o vídeo é projetado.

Ao apresentar pipas, objetos tradicionalmente associados ao universo de brincadeiras de meninos e homens, como suporte para o desenho da genitália feminina, Voa Vulva busca subverter o padrão heteronormativo de separação dos brinquedos infantis. Além disso, pretende revisitar a dinâmica dessa brincadeira, que passaria a operar em um campo de colaboração entre mulheres soltando e apreciando o voo das pipas em conjunto, ao invés das "batalhas" masculinas em que a linha com cerol de uma pipa corta a linha da outra, que se torna propriedade do vencedor.
 



(informações retiradas do portfólio da artista)