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VERÔNICA PEIXOTO, Rio de Janeiro.

Fotografia

Verônica conhece a vida dos cavalos. Realizou uma extensa e bela documentação da vida dos animais no Jóquei. Acompanhando seu trabalho fotográfico e seus relatos, ficamos sabendo onde dormem e comem, descobrimos de que maneira se banham, sua rotina de exercícios, suas preferências afetivas... Em paralelo ao seu interesse pela dimensão social dos cavalos, a fotografia a conduziu para uma aproximação também estética e quase escultórica aos seus corpos, movimentos, cores. Assim, no desenvolvimento recente de seu trabalho, o olhar se aproxima do corpo desses animais, revelando a força da musculatura e recortando sua volumetria, encarando a doçura de um olhar ou a suavidade da pelagem: fotos que se concentram no mistério; fabulações onde a fera se revela bela.

(Clarissa Diniz)

Me chamo Veronica Peixoto, nasci no Rio de janeiro, onde vivo e trabalho. Do início da minha carreira, aos 19 anos de idade, até hoje, tenho transitado por diversos gêneros de fotografia, institucional, publicitário, editorial, retratista e também fotografia de nu artístico. Sou familiarizada com todas essas áreas comercialmente, com publicações em jornais, sites, agências de publicidade e de design.

Focando nos meus ensaios preponderantemente artísticos, sempre me interessou e atraiu o nu artístico e, através de vários trabalhos comerciais, iniciei uma pesquisa sobre fragmentos do corpo humano, realçando a estranheza das formas e as sensações que o corpo esconde e representa; em seguida fiz um ensaio sobre cavalos puro sangue no Jockey Clube do Rio de Janeiro (2017 a 2019), onde o meu interesse foi recontar a rotina dos cavalos de corrida e o seu entorno. Exibi essa obra em duas exposições coletivas, uma no Espaço Cultural Sergio Porto, onde a curadora Clarissa Diniz fez um recorte sobre o escultórico dos cavalos, atraindo para o olhar, de novo, o fragmento do nu (com os cavalos), e a outra, com a mesma curadora, no Espaço Cultural Hélio Oiticica, onde o recorte destacou especificamente os olhares dos cavalos, numa série em que questiono quem sou, como corpo ou fotógrafa, quando o animal me olha de frente e eu retribuo o seu olhar. Nesse momento pandêmico, estou concluindo o projeto fotográfico #JanelasemMovimento# , realizado a partir da minha janela, em que observo, ao entardecer, o acender e o apagar das luzes de janelas em inúmeros prédios vizinhos e faço desenhos com essas luzes e a câmera, extraindo abstração do concreto armado.

(Texto extraído do portfólio da artista)

 

Observação da organização:

Os trabalhos expostos na exposição virtual, podem sofrer alterações de tamanho para não ficarem prejudicados a visualização pela web.