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Thomaz G. Meanda, artista plástico, nascido em 1982 natural de São Paulo, Brasil, participou de vários salões no Brasil e Exterior, suas obras podem ser vistas no Brasil, Inglaterra, EUA, 

 

Sua inspiração vem primordialmente da análise psicológica da natureza humana e de questões existenciais.

 

Vive atualmente na capital de São Paulo, atua nas áreas de artes plásticas trabalhando principalmente com a linguagem do desenho. A maior parte de sua produção se concentra no tema de questões existenciais da natureza humana.  

Sua primeira tela, datada em 2000, foi resultado das primeiras aulas de pintura num curso livre com Alfonso Ballestero São Paulo, e,  desde então estudou com alguns renomados professores como Dudi Maia Rosa, Magnolia Costa, Hoje em dia utiliza muitas técnicas diferentes dependendo do assunto que está tratando. 

 

Série: Quase aqui. Composta por 12 trabalhos.

 

Fragmentos de moradores de rua, crianças abandonadas, garotas de programa, negros, sacos de lixo e funâmbulos compõem o universo da série. Série de desenhos com giz seco sobre papel, sempre lidando com o assunto da desumanização e a nebulosidade da existência das pessoas a margem da sociedade.

 

Cada trabalho explora um aspecto da vida dessas pessoas marginalizadas. Seja a

 

violência, a solidão, a injustiça ou a corda bamba da vida na rua. Trabalho que também reflete a situação aguda na política dos últimos seis anos no Brasil, a bipolaridade no âmbito social e como esta instabilidade é sentida pelo artista e

 

pelo povo, mais especificamente na classe baixa.

 

Acredito que tais trabalhos devem estar em evidência para ressaltar e não nos deixar esquecer a segregação, o racismo, a misoginia e a discriminação ainda tão presente e gigante na nossa sociedade.

 

Utilizando-se de recursos visuais de subtração e imagens diretas, o trabalho joga aos

 

olhos do observador uma dura realidade, suas intermitências com o psicológico e

 

pergunta qual a posição que o observador ocupa nessa realidade.

 

Fica em primeiro plano desta série a invisibilidade seletiva, seja ela de outros seres

 

humanos, de uma classe inteira ou a politica por trás de tudo isso.

 

Trabalhando com títulos contraditórios ou fantasiosos às imagens, o artista abre uma interpretação de relativismo e mostra o abismo de privilégios e a falta de, que compõe a nossa nação.

 

O título da série faz alusão a percepção de uma quase existência ou da quase inexistência dessas classes marginalizadas, ou seja um limbo politico, social.

 

A série fecha com nove trabalhos sobre a luz noturna refletida em sacos de lixo antes de serem recolhidos. O lixo está representado como aquilo que não damos mais valor, aquilo que não queremos mais e que "alguém irá dar conta. Do mesmo modo o morador de rua é algo que "alguém" vai dar conta.

 

 

Apresentação

 

O que dizer sobre as minhas series? Elas dizem por si. Não gosto de finalizar uma obra ou uma serie em explicações, gosto do caráter delas de deixar uma porta aberta para novas interpretações, para novas poesias.

 

Posso dizer que trabalho com aquilo que me toca, aquilo que me chama atenção em um Impeto existèncial. Seja uma hora pessoas a beira da sociedade como elas são desumanizadas e tiradas a voz. Isso me machuca, isso me toca. Me toca também os problemas psicológicos que todos passamos, pânico, ansiedade, uma frustração constante em como o mundo é construido como ele funciona. E como todo esse mundo difere dos ssos anselos mais puros. Acho que posso dizer que trabalho com questões existèncials. Pessoais e coletivas. Espero sempre de uma obra que ela me ensine algo novo, entro na abertura da novidade e me deixo levar para enfrentar o que for preciso e sair do outro lado mais enriquecido como humano. Espero que as obras passem esse processo e que possam ajudar outros à verem a si mesmos também.