STELLA MARGARITA

SOBRE O TRABALHO

Se eu pudesse citar a tendência geral em meu trabalho, esta seria a de “anonimização” dos corpos e espaços pintados. Salvo raras excecões, os rostos aparecem apagados, flagrados em ângulos irreconhecíveis, ou nem mesmo aparecem, ainda que a figura humana se mantenha onipresente.

Eu diría assim, que uma questão central em meu trabalho é conseguir captar forças. Forças que movem o ser humano: ao exilio forçado, ao controle externo, a trabalhar, ao amor, à morte ou ao seu oposto, o cuidado. Nas cenas retratadas, mesmo nas quais são apresentadas cenas de controle e violência, os personagens se mostram plácidos, como se absorvessem resignadamente as exigências de resistir ou a necessidade de cuidar.

Dentre as influencias marcantes, o cineasta Igmar Bergman, a partir de seus filmes, temas como o tempo, o medo, a dor psicológica e do corpo, me levaram a elaborar esses temas das relações sutis do humano com seu fora. Além disto considero central a influencia de Anne Imhof e suas performances que falam das diferentes dimensões de poder e resistência dos corpos.

MINI BIO

Treinta y Tres, Uruguai. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Artista plástica, entra em contato com a pintura em 2006 na cidade de Caracas, Venezuela. De 2010 a 2016 já morando no Brasil passa a frequentar a Escola de Artes Visuais Parque Lage no Rio de Janeiro participando de diversos cursos de Pintura, Desenho e Teorias da Arte.

 

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