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COVIDAI-5 – E DAI5? 

(Memórias Do Exilio Social) 

2020

 

Forçados ao exilio social a convite de um vírus autoritário e austero exigindo de cada um de nós o distanciamento de amigos, parentes e entes queridos impondo um difícil processo de sobrevivência. Nesta trajetória percebemos o desaparecimento de vidas em seu enclausuramento residencial, sem direito ao afeto do olhar, sem direito ao toque que afaga. Sem direito a dor do luto. 

Contrastando esta dura realidade, ressurgem de um tenebroso passado manifestações isquêmicas, ecoando de algumas vozes indiferentes que bradam o retorno das memórias do cárcere, surgindo assim uma nova pandemia: a da ignorância e da sofreguidão inquirindo a mordaça e a atrofia democrática com a volta da edição do Ato Institucional no 05 de 13 de dezembro de 196 8 - AI-5. 

Isolamento,
Confinamento,
Cativeiro,
Tortura,
Desaparecimento.
O que não pode desaparecer é o esquecimento! 

Como mencionado no livro Direito à Memória e à Verdade – História de Meninas e Meninos Marcados pela Ditadura (Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançado em 2009): “Os corpos e as almas continuam a ser violados mesmo nos dias de hoje, demonstrando que não podemos considerar os microfascismos como superados.” 

Quem viver, verá? 

“Perdoem por tantos perigos, perdoem a falta de abrigo, perdoem a falta de amigos, os dias eram assim...”. (Compositor Ivan Lins e Vitor Martins) 

E DAI-5? 

 

MINI BIO

 

Carioca, formação acadêmica em Biologia Marinha, Pós Graduação como Gestor Público Cultural em Administração e Finanças atuando durante 39 anos na Fundação Teatro Municipal/RJ e atualmente na Sala Cecilia Meireles/RJ. Iniciou suas atividades artísticas e fotográficas a partir de 2007 com orientações de artistas e curadores como Claudia Tavares, Marcos Bonisson, Claudia Buzetti, Claudia Linhares Sanz, Guito Moreto, Marco Antônio Portela, Monica Mansur, Franz Manata, Marcos Menasce, João R. Ripper, Greice Rosa, Eduardo Mariz, Zé Diniz, Eustáquio Neves entre outros. Já em 2007 foi um dos selecionados no “NIEMEYER 100 Anos” – 2007 - Menção de Seleção/Comemorações Funchal Ilha da Madeira – Portugal. Participando intensamente de diversas exposições coletivas e projeções. Fui integrante e participante do coletivo O Estendal de 2010 a 2012 com inúmeras apresentações com destaques nas críticas especializadas em jornais, revistas e TV. Publicou artigo como colunista convidado no jornal O DIA 

 

 

“Busco o incompreensível, o inenarrável, transgredindo a lógica e recriando através da provocação, novo questionamento. Olhar, compreender, transgredir e modificar. Procuro a inquietação como principal alicerce de fundo poético em meus trabalhos.”