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DOMINGO NO PARQUE

Hélio, Gil e Sandra

 

"Tupi or not Tupi, that is the question!"

Já diria a célebre frase escrita em 1928 por Oswald de Andrade no Manifesto Antropófago, que muitos dizem ser o início do movimento Tropicália, o qual Oiticica demonstrava o desejo de dar à arte contemporânea, incluindo aí, as artes visuais, a música, a literatura, o cinema e o teatro, um caráter especificamente brasileiro. O artista introduziu a desordem, a criatividade e a coletividade das experiências vividas, injetando uma “realidade brasileira” para subverter a “pureza” do modernismo europeu.

Para seus Parangolés, Oiticica sobe o morro, comemora a vida na Mangueira, quer que o movimento, a cor, a vida desçam das paredes, saiam dos quadros , das pinturas e vivam em movimento, as suas chamadas Manifestações Ambientais . Em 1969 Hélio cria uma obra constituída por um labirinto de madeira forrado com areia e pedras, que, ao ser percorrido pelo espectador, colocava-o em contato corporal com diversos elementos naturais e culturais do Brasil, como plantas tropicais e araras nativas, num percurso que terminava em frente a um aparelho de televisão ligado. Ela fez parte ainda do manifesto encabeçado por Oiticica, a chamado

“Nova Objetividade Brasileira”.

Já Gilberto Gil incorpora em sua música a brasilidade. Não quer mais o American way of Life tomando conta das nossas vidas. Viva o Brasil alegre, viva a infância, a inocência, a pureza. Os artistas que se reuniram eram inovadores e combinaram diferentes formas musicais. Os artistas envolvidos criaram uma nova versão exótica de pop, adotando influências da psicodelia, mas também do samba, da bossa nova e de outros gêneros sul-americanos tradicionais. A Tropicália criou uma anarquia musical e cultural, uma revolução na música brasileira.

Em sua obra Domingo no Parque, a artista Sandra Becker convida o espectador a um passeio no parque, juntamente com a obra de dois grandes artistas, você terá a oportunidade de vestir um parangolé, leva-lo às alturas do escorregador, ir até o céu na amarelinha, e se admirar de 3 maneiras diferentes. Mudará sua percepção de cor e movimento, de uma maneira sensorial.

 

Sandra Becker

 

Fontes - Google Arts & Culture, Instituto Gilberto Gil, Instituto Moreira Salles Conservação Rio. Museu de Arte Moderna de São Paulo MAM. Instituto Vladimir Herzog. Life Photo Collection

Diretor Artístico: César Oiticica Filho

Assistente diretor artístico: Lucas Andrelino

Produção: Carolina Kezen e Gabi Soledade

Programa Educativo: Erika Laurentino, Tamy Barros e Pathenopy Bertoli

Cenotécnico: Cristiano Ruiz

Técnico de iluminação: Lucas Ataide


 

Patrocínio Grupo RZK 

Apoio EIXO Arte Contemporânea
Produção Sara Figueiredo e João Paulo Racy

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