ROSE NASCIMENTO

SOBRE O TRABALHO

Esse trabalho tem como objetivo abordar e trazer para discussão a invisibilidade, o papel de figurante da mulher dentro da Igreja Católica.

 

Pensar as mulheres ao longo dos anos nas religiões e na sociedade em geral é, pensar nas conquistas femininas [conquistadas arduamente] em vários setores, porém ainda estamos 'loge' de encontrarmos esse reflexo na hierarquia católica. Estudar os fatos e buscar diagnosticar os motivos dessa invisibilidade e a partir daí entender o porque da domesticidade feminina se consolida até hoje é, um dos objetivos deste trabalho. 

Bem como, trazer para reflexão questionamentos do por que as mulheres embora dirigentes de grupos, movimentos e pastorais católicos, legitimamente aceitas por outros fiéis que majoritariamente também são mulheres não conseguiram ainda romper com os valores de desvalorização e delimitação feminina dentro da igreja católica.  

 

Vale lembrar que, o mais universal dos mitos femininos é o da mulher como feiticeira e como origem de todos os males da terra. Na mitologia grega é Pandora quem dissemina todos os males possíveis ao abrir a caixa. E na tradição judaico-cristã é Eva quem arrasta Adão ao pecado original e aprisiona ambos e  toda sua descendência ao sofrimento e ao mal. Observa-se, portanto que é a mulher a responsável pela introdução do sofrimento no mundo e consequentemente do fim, do paraíso terrestre. 

 - A culpada por todos os males que passam a habitar na terra e afligi-los.

- A mulher como ser secundário, criado para satisfazer o homem.

- O sexo frágil, que se deixou ser seduzida pela serpente. 

Dessa forma e numa visão estreita do ministério sacerdotal, Deus alocou o homem num patamar superior ao da mulher, para a igreja, apenas o ser masculino possui a capacidade de intermediar os seres humanos com o transcendente, contrariamente a mulher, que devido a sua posição inferior na escala da criação não pode nem sabe desempenhar qualquer tarefa de mediação e poder. Isso consequentemente destrói a ideia da construção social de gênero, nos remetendo a uma lei "natural" ao colocar as mulheres num patamar religioso e social de subordinação.

 

Tendo em vista as inúmeras transformações, sejam elas culturaes, históricas, economicas,  politicas e, sendo elas, as mulheres o público mais fiel, mais assíduo, numericamente superior aos homens em presença aos acontecimentos religiosos dentro da instituição católica, não terá chagado o momento, delas, estenderem suas conquistas políticas, sociais e trabalhistas também na esfera religiosa?

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fonte de pesquisa artigo: [um novo olhar sobre a condição feminina no catolicismo]

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