RICARDO FASANELLO, Rio de Janeiro.

Fotografia

 

(Textos retirados do portfólio do artista)

FLUXUS - O Mundo dentro de outro Mundo, é um trabalho que investiga a percepção da estrutura da água e todas as características das propriedades no papel de agente óptico na criação de imagens. Como a água, como parte do processo da fotografia, influencia a estrutura e a criação da imagem. Este trabalho busca nossa relação com esse elemento e como podemos entender a participação da água em um processo de trabalho criativo com capacidade de mudar e transformar uma imagem para criar uma nova realidade de algo que já estava formatado em nosso subconsciente.

Este projeto não é sobre fotografia subaquática, este trabalho é sobre como vemos a água e seus elementos, mesmo sabendo que a água é transparente, desenvolvemos um olhar para os resultados, porque a água se tornou parte do produto final como um papel muito importante na o produto final das imagens.

A busca pela linguagem sempre foi um fator determinante no meu trabalho. Enquanto trabalhava em editorial e publicidade, minha intenção era que essa assinatura se tornasse aparente no próprio trabalho, bem como na trajetória do processo em que o trabalho ganha vida. Minha fotografia é romântica, simples, lírica, mas direta. Encontramos traços de sofisticação, derivados da precisão técnica com a qual o trabalho é produzido, mas é, em essência, puro.

 

A identidade de uma linguagem orgânica e sensível é, sem dúvida, a força de um trabalho, que é sempre confrontado entre a técnica e a mensagem. O poder das imagens reside em sua substância, na retórica da beleza e na força da contradição, uma marca expressiva do meu trabalho.

Essas fotografias são todas feitas em câmera de filme 6x6 com filme positivo e nenhuma pós-produção digital.

MINI BIO

 

A busca de uma linguagem sempre foi um fator determinante no meu trabalho. Mesmo quando eu trabalhava com editorial e publicidade, a minha intenção foi a de que esta assinatura se torna evidente no próprio trabalho, bem como na trajetória do processo em que a obra ganha vida. Minha fotografia é romântica, simples, lírica, mas direta. Encontram-se os vestígios de sofisticação, que são derivados a partir da precisão técnica com o qual o trabalho é produzido, mas é, na sua essência, puro. A identidade de uma linguagem orgânica e sensível é, sem dúvida, a força do trabalho, que é confrontado o tempo todo entre a técnica e a mensagem. O poder das imagens reside na sua substância, na retórica da beleza e da força de contradição, uma marca expressiva do meu trabalho.

Filho do renomado designer de móveis Ricardo Fasanello Jr., ele descobriu sua paixão pela fotografia com a idade de quinze enquanto contemplava as imagens da mãe, a responsável pelas fotografias das peças desenhadas por seu pai em seu estúdio no boêmio bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro. Com a idade de vinte anos, Fasanello escolhe a embarcar em uma viagem de quatro meses de bicicleta entre Rio de Janeiro e San Francisco na Califórnia,  em vez de atender à faculdade no Rio, uma decisão que considera ter-lhe dado o equivalente a um Bacharelado e Mestrado Licenciatura em termos de experiências e conhecimento que ele seria capaz de adquirir em uma faculdade. Em 1988 Fasanello começou sua carreira como fotojornalista ao trabalhar para o Jornal do Brasil, onde ficou por quatro anos, até se mudar para Nova York em 1992. Lá, ele trabalhou como um fotógrafo assistente para profissionais como Christopher Von Hoenberg e Claudio Edinger , até mais tarde se tornar um fotógrafo associado do Henry Bull Studio.

De volta ao Brasil em 94, co-funda Strana Agência Fotográfica, produzindo material para publicações como; Der Spiegel, Biography Magazine, Paris Match, Elle, Marie Claire, Veja, Vizoo, entre outros. Nesta época ele também trabalhou como correspondente para, agora extinta, agência francesa Gamma.

Sempre um cigano no coração, Fasanello decide embarcar em mais uma viagem no final dos anos 90, vivendo em Cuba por quatro meses, ele faz desta viagem uma grande oportunidade de repensar completamente sua abordagem, bem como a sua própria percepção do meio em que ele tinha desenvolvido o seu trabalho. Desde então, tem desenvolvido vários ensaios a nível mundial, em que a busca de um sentido de contradição dentro da imagem está sempre presente.

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