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RAÍSSA ARRUDA, São Paulo

(conteúdo retirado do portfólio da artista)

DESENHOS EM GRANDE FORMATO

Os trabalhos aqui apresentados correspondem a uma seleção de desenhos elaborados desde 2015. Eles partem da prática e reflexão sobre o meu desenho como processo, ou seja, do meu fazer artístico, dos meus desdobramentos e modos de feitura. Um desenho leva a outro. São trabalhos que, no instante presente, beiram ao improviso, resgatam passado, são cíclicos: diferentes repetições.

Sintetizando uma ampliação

Se não houvesse senso comum sobre o rabisco - “é só um rabisco” - o ato e a palavra não existiriam. Provavelmente eu não daria importância a ação de rabiscar. Mas é o oposto que ocorre. São esses desenhos que me instigam. Desde as garatujas. Desde o desenho como esboço. Do desenho buscando autonomia. Aos desenhos nas placas de metal. Nas paredes das cavernas. O desenho produzido e reproduzido, buscando igualdade. É leitura universal. Assim, o desenho é linguagem antes da escrita. Desenho é experiência, experimentações: risca possibilidades, são formas gravadas. Reflexões. O desenho atrás do desenho. Rasgando, girando, de cabeça pra baixo. Arranhando, borrando, apagando. São memórias. São escritas. São processos. Um infinito aprender. É limite sem limitação. Paradoxos. Assim arrisco: sobre o papel, sobre o tecido e sobre o alumínio.

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