MarianaGalli.jpg

TRABALHOS

Rio das almas - 2017

Quadríptico, tríptico e obra única, respectivamente

Foto performance, tinta vermelha, e dois espelhos, 30x40 cm cada fotografia.

sobre:

“Rio das almas” é um lugar, de onde dizem que aquele que ali entrar, sempre terá que voltar. Entrei nesse rio, pintei meu corpo de vermelho e cantei para Ogum, descobri que para mim a arte habitava esse lugar onde se cruzam memórias pessoais, objetos, paisagens corpos e rituais, é série de fotoperformance que nasce desse banhar, nele águas, espelho, corpo e tinta se misturam e se perdem. É também água que transborda nos tempos de chuva, que arrasta o que já não cabe mais em mim, nascente de rio que segue curso no sentido sul-norte compõem a Bacia do Rio Tocantins e desemboca na foz do Rio Maranhão.

 

Sangria - (2022-)

Fotoperformance, terreno baldio,e tinta vermelha, 30x60cm cada imagem.

sobre:

“Sangria” são resultado das operações de interferência realizadas sobre a mesma fotografia de uma paisagem, apresento uma reflexão acerca dos processos de disputa pela terra e suas violências em suas formas estruturais de poder e dominação, sobre as marcas advindas dos processos de colonização dos corpos e dos imaginários, vetores que incidem sobre os diferentes corpos e suas subjetividades. O título da série remete aos procedimentos e operações gráficas e visuais, usados cotidianamente na diagramação e edição de textos e imagens, regra geral que estabelece um espaço de segurança para os cortes, usado como metáfora que articula o questionamento sobre o quanto do mundo pode caber em um gesto em suas múltiplas dimensões materiais e imateriais?

Sangria é esse espaço de segurança que condiciona os limites de uma imagem a ser editada e depois impressa, definindo suas margens. No entanto, nesse deslocamento do uso cotidiano do sentido da palavra sangria, proponho seu inverso, exponho seus cortes, aproximo e condenso suas margens para se tornem forma central da paisagem, formas que rementem aos dilemas das fronteiras , mas também refere-se o uso dos recursos naturais e das intervenções sobre os ambientes naturais atingirem seus limites, seu esgotamento, sua saturação, atingindo o ponto de não-retorno. Sangria é ainda, substantivo feminino, conforme definição do dicionário pode referir-se a um corte feito na veia para retirada de sangue, usada como medicina alternativa cuja técnica remonta aos tempos medievais. Sangria é nesse trabalho metáfora do mundo, pressupõe a cura ou alivio de males diversos da matéria e do espírito.

Sangria: silhueta e circulo vermelho - 2022

Fotoperformance, círculo vermelho, terreno baldio e tinta vermelha, 30x90 cm cada imagem.

sobre:

“Sangria: circulo e silhueta” é uma série de foto performances que são resultados da ação de intervenção sobre o mesmo espaço da série anterior, na qual meu corpo está em um lugar cercado pelos vestígios uma demolição, entre o que é hoje e o que foi um dia, revelando aquilo que enquanto casa escondia, suas paredes em azulejos e barro são agora ornadas por plantas que crescem sem poda. Há na montagem das imagens em um tríptico verticalizado, a possibilidade de 3 tempos sobreposto que ora se afasta ora se aproxima do observador, os espaços de sombra e cor diluem os limites entre meu corpo e o lugar em uma única paisagem. Nesse espaço ativado pela presença do meu corpo me movimento lentamente, ativando cada passa e respiração. Sento em uma cadeira e permaneço no local. Em um segundo momento uso um circulo vermelho sobre meu rosto e desenho sobre o corpo linhas pretas, tais interferência são uma continuidade das ações e reflexões iniciadas com a série “sangria dilemas da terra e do corpo”. Através dessas ações retomo as questões acerca dos sentidos de corpo, morte e sexualidade norteadores da pesquisa e da criação de imagens desde 2012.

MINI BIO

Artista visual, interdisciplinar, especialista em Artes Hibridas pela UTFPR (2019), interessada na criação e investigação acerca das relações entre a performance, fotografia e vídeo e também na escrita crítica e poética. Vive e trabalha em Goiânia desde 2020, cidade que é parte sua pesquisa atual uma continuidade da pesquisa e da produção inciada na pós graduação e na graduação em Artes Visuais FAP- UNESPAR (2016). Em 2022 foi selecionada para a exposição virtual coletiva pela galeria Eixo-Arte Contemporanêa, no ano anterior participou do edital nacional de Laboratório de Crítica pelo Plano das artes BSB-(Brasília-DF), no mesmo ano foi selecionada para a residência artística on-line pelo edital nacional Mulheres em Residência, promovido pela Galeria Ponto de Fuga com apoio da Lei Aldir Blanc. Participou de Grupos de Estudos Laboratório de Imaginário Radical pela UFPR ministrado por Fabricia Jordão, participou do Grupo de estudos em Fotografia pela Embap (PR), dentre outros eventos relacionados aos processo de criação e crítica em arte contemporanêa. Em 2017 foi selecionada para o Núcleo de Artes Visuais do Sesi-PR, com orientação de Ricardo Basbaum, com leitura de portifólio e debates sobre Arte Contemporanea considerando seus circuitos e redes. No mesmo ano foi aprovada com portfolio e série fotográfica para o evento nacional “Mulheres na Fotografia no Museu da Fotografia – Curitiba PR, com orientação de Anuscka Lemos. Participa de exposições coletivas e eventos de arte contemporânea desde 2013 teve suas séries de fotografias expostas pelo Circuito Universitário de Curitiba pela Bienal Internacional de Curitiba em 2013 e 2015 com trabalhos em performance, vídeo e fotografia.