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MARIA EUGÊNIA BAPTISTA, Rio de Janeiro

Pintura

Artista plástica, escultora e designer formada pela PUC-RJ. Desenvolve instalações, objetos, esculturas a partir de registros individuais e coletivos. Nascida no Rio de Janeiro-RJ, viveu sua infância em contato com o Pantanal. Sempre se dedicou ao ofício da arte e seu processo criativo tem como ponto de partida os registros do cotidiano. Com 18 anos, participou de intercâmbio Cultural Brasil – Estados Unidos. Bacharel em Comunicação Visual pela PUC (1989). Em 2006 representou o Brasil como artista revelação, no III Festival da América do Sul em Corumbá-MS. A partir de 2009 frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage – Rio de Janeiro e em 2012 o grupo de estudo com Daniela Labra e 2013 a 2015 com Ivair Reinaldim. Em 2013 participou do Salão de Artes de MS. Em 2014 elabora e coordena, na fábrica Bhering, o projeto “Em Torno da Fábrica”, contemplado com o Prêmio Porto Maravilha Cultural. Em março de 2014, realizou a 1ª e 2ª edição da Ação Poética “Humanos”, no MAR – Museu de Arte do Rio. Em 2011, 2012, 2013 e 2014, participa do “Portas Abertas” na Fábrica Bhering e abre seu ateliê para visitação durante a ART RIO. Em maio de 2014, é premiada no 2º Salão de Outono da América Latina no Memorial da América Latina em São Paulo com a Instalação Registros do Cotidiano. Atualmente trabalha em seu ateliê na Fábrica Bhering.

 

Maria Eugênia Baptista dedica-se ao ofício da arte, do desenho, da escultura. Descobriu-se artista muito jovem, e buscou ferramentas e caminhos para construir a sua arte. Sua conduta artística é marcada pela seriedade e pela reflexão sobre o seu processo criativo, que tem como ponto de partida os registros do cotidiano.

A intenção desse trabalho é o desejo que tem a artista de revelar ao público a gênese do seu processo criador, que ela explica a partir dos seus rabiscos em anotações e agendas, descobertos quando havia resolvido apagá-los, por ocasião de uma reunião importante em 1996.

Teve então, a idéia de olhar melhor e, intrigada, descobriu uma coleção de signos que organizados em grupos, resultariam no seu universo simbólico, a cartilha de vida da artista. São projeções gráficas do inconsciente que fazemos enquanto falamos ao telefone, ou esperamos por uma decisão importante, tensos ou sonhadores, preocupados ou distraídos. É nesse intervalo que as confissões se mostram, na ponta da caneta, e vem à tona uma signografia estimulante para quem tem a fome do símbolo.

Compartilhando a valorização dessa escritura essencial, chama a atenção para essa fonte generosa de símbolos, peças indispensáveis de um alfabeto esquecido, que serve não só para escrever a nossa história afetiva, mas até para produzir arte. Maria Eugênia crê que ao observar essa experiência o espectador também se sentirá convidado a embarcar nessa viagem, que ela considera mágica, entrando em contato com o seu próprio processo de expressão através dos rabiscos esquecidos em alguma gaveta. O fato é que o desejo do símbolo dá um jeito de se manifestar e arranja uma desculpa para virar luz.

Mariza Bertoli

Membro da diretoria da Associação Brasileira de Críticos de arte  ABCA
Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte  AICA
Conselheira da Sociedade Científica de estudos da Arte  CESA

(Texto extraído do portfólio da artista)

 

Observação da organização:

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