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MARIA EMíLIA MENDES, Paraná

Pintura

Tendo a natureza como referência, trabalha com pintura em tela. Seus trabalhos são repletos de manchas, linhas, cores e formas diversas que se misturam e se interligam. Assim, seu trabalho parte de uma ideia inicial e a construção se dá em várias etapas e camadas. Numa mesma obra, os elementos vão surgindo sob a forma de reflexos, sobreposições, transparências e opacidades. É como se o inconsciente pedisse mais cores, luzes, sombras, linhas, formas etc. A interação entre todas as partes acontece de forma natural e complementar. Consequentemente a obra de arte é resultado de muita inspiração, pesquisas e de deixar fluir o que o interior se propõe a realizar, ou seja, transformar todos estes elementos num momento único.

 

TEXTO SOBRE AS OBRAS

 

ENTRE A COR E A MATÉRIA

Entre a cor e a matéria faz parte de uma experimentação sobre como as cores podem servir de apoio, insinuar movimentos, criar relações entre si, provocando as mais diversas interpretações. O ponto de partida são as memórias visuais que fazem alusão a lugares, formas e sensações, e que de alguma forma permeiam o inconsciente e as lembranças. Por meio de movimentos livres, busca a preservação da memória ao sugerir formas de algo já visto, caminhos já percorridos. São atmosferas e fenômenos representados pelo jogo cor-forma através de conexões, transparências e opacidades.

A composição de elementos e suas interações despertam uma plasticidade que se assemelha às sinapses de impulsos nervosos, originando em cada obra novos caminhos e horizontes. O resultado são imagens que de alguma maneira interagem com a consciência, possibilitando nossos sentidos e evocando a efervescência da vida, seja como em dias coloridos, cheios de vida e esperança, ou até dias mais cinzas, melancólicos e introspectivos.

A complexidade da natureza humana é representada por meio das cores em seus diferentes trajetos. Da mesma forma que caminhos são interrompidos, novos também podem ser criados. Isso é o que nos faz viver, sobreviver e continuar. Temos as mais diversas sensações como sonhos, desejos, ilusões, frustrações. Essas conexões representam tudo o que somos, tudo aquilo que escolhemos e tudo que vamos adquirindo no transcorrer da vida. A tela não tem limites, sua superfície é só o começo de um trabalho de linhas e percursos que podem ir infinitamente além. Sentir, sonhar, lembrar, deixe-se levar pela linha que quiser.

MINI BIO

Vive e trabalha em Curitiba/PR. Artista Visual pela EMBAP e Mestre em Design pela UFPR. Técnicas de Gravura, Fotografia e Design de Superfície fazem parte de seu trabalho. Sua trajetória artística é marcada por exposição individual na Galeria Municipal de Arte de Balneário Camboriú e coletivas em Curitiba, Foz do Iguaçu, Blumenau, Ponta Grossa e Santos. Salões de Arte no México, em Ponta Grossa, Curitiba e Vinhedo. Em galerias - Casa Leonardo em Ponta Grossa/PR e em Curitiba/PR no Solar do Rosário, Riviso, Airez e Artestil. Participou da Bienal de Arte de Curitiba/2017.

(Texto extraído do portfólio da artista)

 

Observação da organização:

Os trabalhos expostos na exposição virtual, podem sofrer alterações de tamanho para não ficarem prejudicados a visualização pela web.