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LUISA MARUJO, São Paulo.

(conteúdo retirado do portfólio da artista)

SOBRE OS TRABALHOS

As imagens conversam com os espectadores sobre seus sentimentos e sensações. Visam colocar em perspectiva as conexões que buscam em sua vida, os espaços que tentam preencher e os que permanecerão inevitavelmente vazios. No momento quase distópico em que estamos vivendo, a vontade de estar em contato com o mundo externo é universal e ao mesmo tempo individual, profundamente íntima: um verdadeiro paradoxo.

O vidro quebrado, quase imperceptível, que ainda não se desfez de vez, e as raízes de manguezais do litoral paulista que, fisicamente, muito se assemelham às nossas veias se sobrepõem a edifícios ícones de São Paulo, como o Copan, e representam a vontade de nos fixar em algo que é passageiro, quase desaparecendo, perdendo a cor. Os caminhos que traçamos vão de (des)encontro aos que a água traça no solo, até onde o rio alcança o mar. As cores utilizadas, predominantemente vermelho e dourado, caracterizam o sangue e a luz, a beleza e a dureza que é existir e resistir em nossa terra. 

MINI BIO

São Paulo, 1992. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.
Artista visual, educadora e especialista em Sociopsicologia com percurso em urbanismo. Em seus trabalhos busca mostrar o movimento e a inconstância observados na vida contemporânea cotidiana, através do uso da alteridade como processo criativo. Luz e sombra, cheio e vazio, leve e pesado, natureza e cidade, orgânico e concreto, isolamento e conectividade. A utilização de técnicas diversas, como fotografia, pintura, desenho e colagem, e a atenção ao processo de produção da imagem, resultam na sensação da contínua construção da mesma.

 

  

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