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JUNIOR FRANCO, Rio de Janeiro.

(conteúdo retirado do portfólio do artista)

SOBRE O TRABALHO

Vida Imaginária

Vida Imaginária propõe o olhar e as relações possíveis frente às im(?)possibilidades advindas do confinamento imposto pelas políticas sanitárias de combate ao Covid-19. A arte é sempre relacional, já disse o teórico e crítico de arte Nicolas Bourriaud. Então se o artista não para de criar, mesmo isolado, sem contato com o mundo externo nem com as pessoas lá fora, ele propõe outras formas de criação e, consequentemente, de relação. Se as circunstâncias de uma pandemia têm ensejado a proliferação de lives (artísticas ou não) nas redes sociais, percebemos que as artes performativas não se inibiram e não interromperam seu fluxo, ao contrário: tem se reinventado.

Da mesma forma o fotógrafo, em seu casulo, vai tecendo seus novos fios condutores de acesso ao outro, através da sua lente, do seu desejo de chegar a lugares hoje quase utópicos. O olhar do fotógrafo sempre foi a sua lente; o seu ângulo é a sua medida. Neste projeto, lanço mão de toys – na figura do Lego, que tem marcado gerações após gerações - enquanto simulacro do desejo de circular livremente pelas ruas e clicar manifestações culturais, eventos esportivos, encontros despretensiosos de amigos ou as invisibilidades urbanas do cotidiano. O toy é a ressignificação da relação com o outro que continua regendo os anseios, as perspectivas, as trajetórias sutis do artista. Se as circunstâncias impõem reclusão, então a lente do fotógrafo subverte o impossível e propõe outras, novas e inesperadas perspectivas.

BIOGRAFIA

 

Graduado em Tecnologia de Sistemas da Informação, cursou Fotografia pelo Senac/RJ, profissionalizou-se como Repórter Fotográfico e hoje é Pós-Graduado em Fotografia e Imagem pelo IUPERJ - UCAM/RJ.

 

  

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