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ISABEL CARNEIRO, Rio de Janeiro.

(conteúdo retirado do portfólio da artista)

TEXTO SOBRE AS OBRAS

 

Desde 2008, Isabel Carneiro vem trabalhando com o conceito de temporalidades inconciliáveis através do estratagema da colagem. Dentro dessa ideia de colagem plástica/conceitual o que seria mantido ou transgredido no processo de retirar os conteúdos de seus locais originais e levá-los para outra superfície, uma outra temporalidade, nunca suprimindo seu local e identidade inicial. Poéticas em que a dimensão rotineira e diária se tornam sistemas, como nas séries “90 telas em 90 dias” (2008), “1 compasso por dia” (2013), “1 cartão postal sonoro por dia” (2013). A prática diária, rotineira, obssessiva, se torna num adestramento, uma disciplina diária, uma terapêutica, ou ainda, uma escrita de si.

O projeto “1 pintura por dia” (2020), consiste na realização diária de uma pintura cronometrada podendo ser realizada em 10 min, 5 min, 2 min 30 segundos, 15 segundos ou 5 segundos e sua postagem no Instagram, e propõe uma investigação sobre o objeto e suas formas de visibilidade. As questões da pintura se impõem, mas são deixadas para o segundo plano. Não se acredita mais em objeto artístico e no embate com a história da pintura. Torna-se uma prática que traz um regramento, uma disciplina mais importante que o resultado. E essa prática é inevitavelmente pedagógica, pois forma um campo de compartilhamento. 

MINI BIO

 

Isabel Carneiro desenvolve o projeto de pesquisa jogos de temporalidades inconciliáveis, conceito que surge através do estratagema da colagem. A partir de sua prática artística e sistêmica do “1 objeto artístico por dia” desenvolve metodologias como “1 palavra, 1 imagem ou 1 objeto por aula” em que ocorrem relações abruptas de colagens de tempos históricos inconciliáveis. Doutora pelo PPGAV/EBA/UFRJ em 2015 na linha de Linguagens Visuais produziu fragmentos plásticos e sonoros. Realizou seu doutorado sanduíche na Paris 1-Sorbonne. Em 2010, no Estúdio Dezenove em Santa Tereza realizou sua segunda individual “2/1 [dois tempos por um compasso]”. Ainda em 2010, realizou duas exposições coletivas, "Sentidos" na EAV-Parque Lage com a turma do PPGArtes da UERJ e "Tração" no Centro Cultural Justiça Federal. E em 2011, a exposição coletiva [espaço comum] na Galeria Cândido Portinari na UERJ e(Tr)ação na Estação das Artes em Barra Mansa. Em 2012 fez sua terceira individual no Centro de Artes de Niterói. Em 2013 participou da coletiva “Dupla-boca” -exposição em Bergen na Noruega e na Galeria Cândido Portinari na UERJ. Em 2014 apresentou a performance “Partituras de florais de Bach” num evento cidade pré-ocupada em Montemor o Novo em Portugal. E em 2017 participou da exposição coletiva “histórias fora de ordem” no Museu Histórico Nacional.

 

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