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ILENA HOCHMANN, Argentina.

(conteúdo retirado do portfólio da artista)

 

MINI BIO 

Artista visual argentina brasileira nascida em 1945, realizou sua formação no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna, ENBA e a EAV Parque Lage (aluna e posteriormente professora de serigrafia “Novas abordagens”). Atualmente com atelier em Buenos Aires.

Sua obra aborda a serigrafia de maneira não convencional, utilizando suportes alternativos e em frequente diálogo com a fotografia. Reelaborando a matéria e sua própria obra, leva ao espaço objetos e instalações.

“Meu olhar e meu método de trabalho revelam a procura de uma arqueologia poética: um diálogo, sobreposição de camadas que atravessam o tempo. Interagindo com minha própria obra anterior num ir e vir com imagens do passado. Multidisciplinaria, a obra incorpora os diversos dispositivos e possibilidades que oferece a contemporaneidade. Atualmente em Isolamento Social Obrigatório e Preventivo sem acesso ao atelier, utilizo a câmera do celular, ferramenta ate então totalmente desconhecida para o desenvolvimento do meu trabalho.”

Participo atualmente no projeto “Residencia en residencias”. www.instagram.com/residencia_en_residencias/

Algumas exposições: “Una (S)” - Pasaje 17 - Buenos Aires (2019), “ocupação EIXO” (em conjunto com Davy Alexandrisky) - Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niteroi, (2019) “Incertidumbre” Museo Caraffa - Córdoba (2018), “O pássaro observador” CC Recoleta – Buenos Aires (2015), “SUB_19” Palacio Pamphilij - Roma (2012), “ Línguafalolengua ” Van Riel Buenos Aires (2008), “ Boarding Pass ” Galeria 90 Arte Contemporânea - Rio de Janeiro (2006)

www.ileanahochmann.com.ar

 

TEXTO SOBRE AS OBRAS 

Sou artista visual e tenho 75 anos.

Quando começou a pandemia o meu trabalho mudou radicalmente.

Moro neste momento em Buenos Aires e pela minha idade considerada de risco, ainda estou em isolamento o que me impede ir e trabalhar no atelier. O apartamento onde moro e um jardim que pertence ao edifício se transformaram no meu "bunker" de criação.

Nessa situação de adversidade, incorporei como única ferramenta possível, mesmo sendo totalmente desconhecida para mim como tal, a câmera do celular e suas possibilidades de processamento, manipulação de imagens e outras.

Nesse processo, dei de cara com meu corpo, residência permanente, transformado radicalmente num amplo campo de investigação, desenvolvendo uma extensa série de fotos e vídeos.

Uma das coisas que me parecem instigantes desta experiência é colocar em questão expor o corpo de uma mulher de 75 anos, tantas vezes considerado por nossa sociedade, praticamente “material descartável”.  

A corporalidade, que vem estando presente no meu trabalho, ocupa agora um papel predominante.

Os projetos continuam se desenvolvendo no “Aislamiento Social, Preventivo y Obligatorio”.

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