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SOBRE


Todos os trabalhos selecionados são fotografias digitais e podem ser impressas em tamanhos variados, nenhum destes trabalhos têm uma medida específica. Todos são autorretratos.

Abraço Lasso [2018] faz parte de uma série abandonada chamada “Sequestro do Abandono”, onde eu buscava móveis e objetos abandonados nas portas das casas, trazia para casa, me apropriava deles, mantinha uma relação próxima para os autorretratos, depois os descartava novamente.

Os demais trabalhos selecionados fazem parte da minha principal linha de pesquisa, que é a utilização do meu corpo como tela para exploração sensorial, utilizando diferentes texturas [muitas vezes deslocadas de seus sentidos originais]. Nas obras em questão, utilizei shoyo, argila, farinha de trigo e tinta. Estes trabalhos também marcam o início de uma outra linha da minha pesquisa, que é encontrar os limites do meu fazer artístico. Quando deixo de ser uma “tela” e passo a ser um corpo, com limitações físicas. Não é incomum que após uma sessão de autorretratos, eu tenha reações alérgicas, queimaduras e afins. Isso me motivou a pesquisar ainda mais estes limites. Para além disso, investigo a reação do outro, a recepção do meu trabalho, com a busca de representar estetizações que transponham o limite do belo pelo belo e que busquem retirar meu espectador do lugar comum e da passividade.

MINI BIO

Gabi Coêlho [Maceió, 1987] é fotógrafa e artista visual. Desenvolve projetos com autorretrato e exploração sensorial. Em sua pesquisa com texturas, investiga os tipos de reação no espectador, principalmente as que estejam relacionadas com inquietações e desconforto diante das possibilidades poéticas do corpo usado como tela para sensações. Já realizou diversas exposições coletivas, tendo seu trabalho exposto no Brasil, Argentina, Romênia e Reino Unido. Foi premiada pela Lei Aldir Blanc/Secult-AL e foi selecionada para publicação da obra de fotógrafas alagoanas, no Projeto Métis, com curadoria de Márcia Mello.