FIAMMA VIOLA

SOBRE O TRABALHO

Mulheres já chegam ao mundo com o seu percurso de vida pré determinado. São infinitos os desafios enfrentados diariamente para quebrar esse padrão e sermos protagonistas de nossas vidas, donas de nossos corpos, de nossos desejos e merecedoras de respeito. Essa busca inerente a condição feminina me conduziu a explorar criativamente o exercício de liberar mulheres cujas imagens estejam associadas a idéias opressivas.

Recentemente, os trabalhos dadaístas dos anos 1920 e as obras da artista cino americana Yun Bai me inspiraram a diversificar a narrativa. Por meio da colagem me  apropriei de imagens femininas propondo leva-las a uma nova narrativa com o objetivo de reconhecer a força, a sabedoria, a sacralidade e a energia que suas imagens evocam numa nova articulação visual.

 

A série “Corponírico” é fruto de um processo criativo onde o corpo feminino é o território de construção de uma narrativa visual que busca a liberação da carga negativa geralmente vinculada e propõe uma visão poética livre, criando diálogos a partir de arquétipos, sonhos e narrativas eróticas que são um convite a uma visão política para um mundo múltiplo, diverso e com várias possibilidades de existência. “Corponírico” é composta por 9 colagens e está disponível em impressão Fine Art, papel Hahnemuhle FA German Etching 310 gr.

 

 

 

"Meu corpo é meu território, lugar de arte, política e amor."

MINI BIO

Jo Adriana é Fiamma Viola, artista visual paulista, iniciou seu percurso artístico em São Paulo, vive atualmente em Brasília e desde 2016 intercala períodos de produção e exposição no Brasil (Brasília) e na Itália (Bologna).

Apaixonada por formas e cores desde a adolescência, começou a desenhar com 16 anos. Frequentou o Instituto Theobaldo de Nigris de Artes Gráficas em São Paulo e a Academy of Art University de San Francisco – EUA, também possui formação acadêmica em finanças pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Vivenciou experiências complementares em contextos diversos, trabalhando em uma grande instituição financeira ao tempo em que também produzia arte e acumulava experiências criativas na dança contemporânea, fatos que contribuíram para a evolução do seu processo criativo.

Em Brasília, por cinco anos foi aluna do mestre búlgaro Bisser Naydenov Hristov, possuidor de larga experiência artística, professor de Universidades em Oslo, Barcelona, Montreal e Havana com pinturas integrando coleções relevantes ao redor do mundo, como no The Montreal Arts Museum, Oslo National Museum, White House Collection-EUA e a coleção particular do Príncipe Philipe, no Palácio de Buckingham.

Através de um trabalho multidisciplinar, articula idéias sobre cultura, construção de identidade, arquétipos, sexualidade e feminismo em uma atmosfera onírica que firma-se como uma linguagem própria. Uma construção que não se limita à representação da figura feminina, mas inclui formas e conceitos mais amplos, bem como diferentes técnicas como pintura, ilustração, colagem e fotografia.

Seu processo criativo está centrado no corpo feminino como território de construção de uma narrativa visual que busca a liberação da carga negativa usualmente vinculada e propõe uma visão poética livre.

Usando a sexualidade feminina como elemento fundamental de identidade, aponta metáforas ressonantes no corpo da mulher, como o sangue, criando diálogos a partir de arquétipos, sonhos e narrativas eróticas que são um convite a uma visão política para um mundo diverso e com várias possibilidades de existência.

 

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