FERNANDO BRUM

SOBRE O TRABALHO

Cresci numa cidade de montanhas, florestas e com muito verde ao meu redor, por esse fato sempre atentei o olhar para a natureza e seus mistérios, ou o que eu chamo de poética do lugar nenhum. Com meu trabalho resgato a invisibilidade das coisas e transformo em algo que se expanda na imaginação do coletivo. A paisagem não se desassocia, ou seja, estamos intimamente conectados. Faço parte deste lugar nenhum, e ele faz parte de mim. Nos pertencemos. O trabalho não é somente sobre a cena que está sendo retratada, e sim sobre o silêncio e a metamorfose das coisas. O destrinchar se dá no mundo ao meu redor através de pinturas sobre a tela. Essas pinturas trazem à tona esse lugar nenhum, que são pedaços, fragmentos de coisas que constituem uma única ideia, a de que pertenço a um todo. Plantas, pedras, galhos de árvore ou o nada ganham destaque e viram protagonistas. Todo universo ao meu redor entra no trabalho, tudo que está ao alcance dos olhos, o que está e o que não está sendo velado. O trabalho permeia pela intimidade da criação, que está exposta para quem quiser reparar. Busco a incompletude no resultado final do trabalho para que o olhar do espectador possa circular por ele e assimilar da maneira que lhe couber, e que assim possa se identificar com algo do seu próprio mundo. É como contar uma história.

MINI BIO

Graduado em Design pela PUC-Rio Cursos de pintura Parque Lage - EAV - RJ

 

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