ELAINE PAUVOLID, Rio de Janeiro.

(conteúdo retirado do portfólio da artista)

poeta e artista visual.

MINI BIOGRAFIA

 

Utilizo a pintura, o vídeo e a escrita. Interesso-me pelo diálogo entre o processo criativo na arte e outros saberes como a Psicanálise e a Filosofia. Vejo a arte como uma forma de materializar o exercício do pensamento.  Sou bacharel em Psicologia pela UFF (1994) e minha mais recente exposição individual foi “Fazer, modo infinitivo” no Centro de Artes UFF, em 2018.  Lancei meu terceiro livro em 2011 “O silêncio como contorno da mão” (Multifoco/Orpheu). atualmente sou responsável pelo Setor de Artes Cênicas e Audiovisual do CCJF – Centro Cultural Justiça Federal.

 

 

Descrição do trabalho

 

Série Infinitivos – 12 pinturas, bastão oleoso sobre tela.  Esta série fez parte da mostra:  “Fazer, modo infinitivo”, no Centro de Artes UFF , Niterói, RJ, 2018.

 

As pinturas abstratas e informais desta série são compostas exclusivamente de linhas. O fazer do gesto se sobrepõe a objetivos estetizantes. Os trabalhos surgiram da ideia de explorar o suporte como quem explora qualquer outro espaço. Como quem caminha num terreno plano, como quem ocupa, ou toma posse. Algumas telas deste exercício levaram a ideia de, após explorar e deixar o rastro da linha, da tinta, tentar repetir o gesto, o rastro, através do desenho cego, partindo apenas da memória do primeiro traçado. Desta experiência surgiu a relação com a Psicanálise para quem o drama neurótico é justamente o de tentar seguir um caminho pré-definido para a sua vida (ainda que de forma inconsciente) e nunca conseguir, sem dar-se conta que é na sua errância que acerta construindo sua identidade, seu caminho próprio e intransmissível. Como referências para os trabalhos pode-se citar a pintura performativa de Yves Klein, a action painting de Jackson Pollock, as pinturas de Elizabeth Jobim, além da filosofia e da psicanálise. Numa tentativa de pensar esta série, realizada entre 2017 e 2018, também foi fundamental a leitura do antropólogo Tim Ingold, para o qual a obra de arte “não é um objeto mas um agregado de fios vitais”.

Elaine Pauvolid

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