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TRABALHOS

SURREAL - 2019
fotografia
jato de tinta sobre papel de algodão 200g 

60x105cm + moldura

 

Quantos mais vão precisar morrer? - 2018

instalação

escultura em aço córten (180 x 80 x 60 cm), temporizador (30 x 110 cm) e caixas de som (dimensões variáveis)

descrição do trabalho: a cada 23 minutos o temporizador contabiliza uma morte e ao mesmo tempo um áudio é ativado narrando: “a cada 23 minutos um negro é morto no Brasil”. Ao final da exposição com duração de dois meses, foram contabilizadas 6237 (seis mil duzentas e trinta e sete mortes). A frase que intitula o trabalho é cunhada por Marielle Franco.

 

Atrocidades - 2018

instalação

mármore preto absoluto, inscrições em jato de areia, pó de ferro, imã e ampulheta de 15 segundos

40 x 40 x 20 cm

descrição do trabalho: Débora tem como ponto de partidade o assassinato da ex vereadora Marielle Franco que ficou sob posse do cargo durante apenas 15 dias, uma passagem meteórica no cenário da política. O número 15 foi apreendido por Débora, que passou a pesquisar o que acontecia há cada 15 segundos. O trabalho revela que há cada 15 segundos, no Brasil, ocorrem diversas atrocidades, e que apesar do tempo não significar nada sob o seu monitoramento diante de nossas 24 horas diárias, cada uma dessas atrocidades nos ferem enquanto país, enquanto lugar de democracia e sobrevivência, e também enquanto seres humanos.

MINI BIO

Débora Guimarães é artista visual, escritora e produtora. Reside no Rio de Janeiro, formada em Letras - Literaturas (UFRJ) em 1988. Débora deu início a sua produção artística em 1998, a partir de produções plástico-formais que vislumbravam questões em torno de suportes multimídia que já refletiam tramas entre a poesia e as muitas formas de violência que ainda hoje são questões pertinentes a poética da artista. A partir disto, deu prosseguimento aos seus estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e com Charles Watson, onde realizou diversos cursos e formações que seriam primordiais para sua carreira. Sua obra multimídia é caracterizada por um forte interesse em questões políticas do Brasil atual, onde a corrupção, a violência, os epistemicídios, o feminicídio, a destruição ambiental, as violências sociais e de classe, de forma geral, se fazem presentes nas manifestações estético-políticas da artista. Desta forma, Débora produz sob a guerrilha poética que a cerceia, transformando questões sociais e políticas em expressões visuais que quase sempre denunciam os crimes e as muitas formas de violência que perpetuam no Brasil.

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