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CRIS BASILE, São Paulo

pintura

Texto Crítico I

O trabalho da artista retratado em pirografo, é inspirado na natureza ou imagens de lugares sagrados. Demonstra uma visão singular de formas e conceitos, ressaltando detalhes que só um atento observador seria capaz de destacar nessas imagens. Na composição do trabalho, as garatujas, dão formatos impressionantes nas figuras retratadas. Entre espaços vazios e excessos, a artista constrói uma imagem abstrata que leva o observador a compor interpretações diferentes de uma mesma figura.

Em folhas de madeira, as figuras ganham vida entre as linhas pirografadas, tintas e espaços vazios. Muitas vezes, uma simples linha traçada na folha de madeira é capaz de criar uma metamorfose, dando ao observador uma dimensão especial e a construção de uma imagem própria. Essa característica, inclui o observador na construção do trabalho artístico. Possibilitando diversas interpretações nas imagens gravadas na folha de madeira.

Uma característica própria da artista merece ser destacada. A intensidade de sua criação, muitas vezes, parte de um traço ou de uma sequência disforme e acaba compondo imagens com várias interpretações. De um simples risco, surge um trabalho que possibilita inúmeras composições.

Cada pessoa associa a imagem criada às suas experiencias sensitivas. Não há no trabalho uma verdade exposta. São traços que conduzem as pessoas a diversos caminhos ou entendimentos.

Chama a atenção as diversas formas em que a artista expõe essa criatividade. Em tela, em folhas de madeira, em papel ou qualquer superfície, os trabalhos ganham vida e dimensões diferentes. Espaços vazios, cores e formas dão ao interlocutor a sensação de uma trama viva.

 

Fabio Serodio, Jornalista

Cris Basile é formada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP e atualmente cursa pós-graduação em Arterapia. Vem atuando como psicopedagoga e arterapeuta, além de manter em seu ateliê um espaço para ensino da arte.

 

A artista desenvolve sua pintura trabalhando com objetos que remetem a feminilidade. Sua poética é inspirada na observação de linhas que através de diferentes suportes compõem uma espécie de trajetos do mundo. Conduzem e dão formas para o trabalho. São como traços na pele que recobre tudo. Pele humana, pele que cobre as coisas e que protege a natureza, dando equilíbrio aos espaços com cores e garatujas.

 

Em 2008 recebeu o Prêmio Aquisição no 27º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto.

Cris participou de exposições individuais no Salão de Exposições de Santo André e na Sala Gare Cultural em São Paulo e de coletivas como a Mostra de Artistas Residentes – Casa do Olhar, Santo André; o 2º Salão de Arte Contemporânea na Pinacoteca de S. Bernardo do Campo; Entrevidros, Grupo O Núcleo no Paço Municipal de Santo André; Exposição 100 a 1000 na New Gallery e no Projeto Casa Tato em São Paulo, entre outras.

Alguns cursos relevantes em que participou são Pintura com Paulo Pasta; Acompanhamento de Pintura com os artistas Rodolpho Parigi e Regina Parra; Disparos para Produção com Julie Belfe; Expografia com o museólogo Nilo de Almeida; e atualmente o Crise na Escola Entrópica com Regina Parra e Ana Mazzei.

Em 2020 foi selecionada para participar da terceira temporada de exposições no Museu de Arte de Blumenau – Santa Catarina e do SAV - Salão de Arte de Vinhedo, esse com suas pinturas produzidas durante a pandemia do Covid19. Foi também convidada a participar do Projeto Casa Tato, onde houve interação entre artistas e curadores. Cris convidou o curador e pesquisador Marcio Harum, que falou sobre seu trabalho e fez a crítica da exposição.

Atualmente a artista participa do Grupo Pigmento coordenado por Marcelo Salles na Casa Contemporânea, e do Grupo O´Nucleo com Rubens Pontes e Elias Muradi.

(Texto extraído do portfólio do artista)

 

Observação da organização:

Os trabalhos expostos na exposição virtual, podem sofrer alterações de tamanho para não ficarem prejudicados a visualização pela web.