Thaieny DIAS

Do diálogo entre duas linguagens artísticas, a fotografia e a pintura, o Centro Cultural Correios apresenta sua nova exposição. “Transformar, deformar, dissipar” da artista visual Thaieny Dias, que traz uma seleção de trabalhos de Pintura em diversidade de técnicas, em pequenos, médios e grandes formatos, geradas a partir de autorretratos fotográficos. A mostra tem entrada gratuita e pode ser vista entre os dias 20 de setembro e 18 de novembro de 2018, abertura dia 19 de setembro às 19 horas.

O processo criativo desta série começou quando Thaieny Dias tirou uma foto do próprio rosto, uma “selfie”, e percebeu que a imagem havia ficado desfocada e tremida. Em vez de descartá-la, a artista identificou ali uma nova imagem de si mesma. Então, com a câmera em posições diferentes de seu rosto ela fez outros autorretratos e utilizou as imagens resultantes da ação como matrizes para a criação de pinturas. A artista criou então a série “Limites da Existência Corporal na Imagem”, reunindo um recorte dessa pesquisa no Centro Cultural dos Correios, em dimensões variadas. A curadoria é de Joyce Delfim, pesquisadora de Teoria e História da Arte com especialização em estudos sobre o feminismo no contexto brasileiro das artes visuais.

A exposição “Transformar, deformar, dissipar”, que teve sua primeira edição na Casa Fiat de Cultura em 2017, localizada na cidade de Belo Horizonte, tem sua primeira edição no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Correios, contendo obras inéditas e fazendo um recorte temporal mais abrangente da produção da artista.

O título da exposição “Transformar, deformar, dissipar” faz referência às variações da figura humana que a fotografia e a pintura permitem gerar. Neste caso, a artista não destrói, apaga nem exclui; ela transforma, transfigura, o trabalho apresenta possibilidades do corpo existir. Na pesquisa da artista, a fotografia captura uma parcela do tempo e a pintura contém outra  camada de parcela do tempo.

Em sintonia com discussões sobre igualdade de gênero e outras reivindicações civis femininas, a artista joga luz para uma pauta atual: a representação das mulheres na história da arte. Na opinião de Thaieny, a autorrepresentação de uma artista visual é também uma forma de resistência das mulheres. “A imagem de uma mulher sempre foi apropriada pelos homens, quando eles pintavam sempre as mulheres nuas ou em posições e situações que os agradavam. A mulher não tinha poder sobre sua imagem. Como artista, eu não consigo me dissociar de um contexto social e, portanto, essa pode ser também uma das leituras do meu trabalho”, completa.

Serviço:

 

Exposição “Transformar, deformar, dissipar”

Abertura dia 19 de Setembro de 2018, às 19 horas.

Visitação 20 de Setembro a 18 de Novembro de 2018

De terça a domingo – das 12h às 19h

Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Corredor Cultural

Tel: (21) 2253-1580 (recepção)

 

Thaieny Dias nasceu no Rio de Janeiro, em 1991, e cursa graduação em Pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ, concomitantemente, ela também frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Museu de Arte do Rio, o programa Imersões Poéticas da Escola sem Sítio e UERJ. Ela realizou exposições individuais e participou de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Bahia e São Paulo, entre elas destacam-se: em 2017, a individual Transformar, deformar, dissipar, no ano de 2017, na Casa Fiat de Cultura em Belo Horizonte- MG; as coletivas VI Bienal da EBA no Museu Nacional de Belas Artes em Rio de Janeiro- RJ e a Coletiva EBA/GAE no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ em Rio de Janeiro- RJ; em 2016 as coletivas 44º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto no Salão de Exposições na Praça IV em Santo André- SP e a Coletiva Airez 2016 no Memorial de Curitiba em Curitiba- PR; em 2015 integrou o 14º Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos no Centro Municipal de Educação Adamastor em Guarulhos-SP e a mostra Em Obras, no Rio de Janeiro que integrou a programação paralela da Art Rio em 2013.

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