CLAUDIA LAUX, Rio de Janeiro.
 

(conteúdo retirado do portfólio da artista)

 

Pequenos túmulos

O que os une, que linha tênue instaura uma ligação entre momentos diferentes, percepções diferentes, às vezes incongruentes, que conformam o que se convém chamar de Identidade?


Um momento, uma pausa, um fragmento de consciência. Desenhos tumulares na diversidade de olhares sobre si mesma, em diversos formatos e técnicas diferentes, da mesma forma que nosso corpo e nossa identidade passa por diferentes realidades e se forja de outra maneira conforme o passar do tempo.

Uma não-memória, porque é um desfazimento de identidades, e não algo a guardar.


Uma desconstrução que passa pela tomada de consciência dessa existência, múltipla, que nos habita à nossa revelia.
A terrível dúvida sobre as aparências (fugazes), das especulações sobre nossas incertezas, com diferentes cores, densidades e formas que, finalmente, são “meras aparições, e a coisa real ainda por descobrir” (Walt Whitman, “Folhas de Relva”).

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Últimos trabalhos – Inéditos

Quarenta e sete pequenos túmulos, desenhos em papel croquis ou aquarela, com aquarela, nanquim, bordados ou colagens, num desfazimento das identidades que me habitam.


Usando a arte nesse processo de des-cobrir as meras aparições de um real que é apenas imaginário, bolhas de realidade forjadas pela própria mente.

Ao voltar para o Brasil, depois de 35 anos fora, meu trabalho se focava em paisagens aéreas, labirintos e tramas, às vezes mapas e trilhas.
Desde 2011, aprofundei a pesquisa sobre uma possível evocação da memória, em longos trabalhos em papel vegetal, alternando transparência e opacidade, como um mapeamento do que guarda nossa mente e com formas subjetivas na evocação do seu fio condutor – talvez o fio de Ariadne.

Amnésia, anamnésia.


Atualmente, prolongando trabalhos anteriores que usavam mapas como suportes de andanças mentais e físicas, os “Pequenos túmulos” mapeiam identidades (falsas ou reais, permanentes ou fugazes) num processo de desfazimento por meio da arte.

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