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CARLOS DÉCIMO, Brasília.

(conteúdo retirado do portfólio do artista)

TEXTO SOBRE AS OBRAS 

A natureza é fonte de inspiração e tema recorrente na obra de Carlos Décimo. Não podia ser diferente. Habitante do Cerrado, traduz a exuberância da flora e a luz dourada das tardes do Planalto Central, pontuadas pelo burburinho frenético das aves em uma experiência sensorial e estética. A florada do Ipê, a primavera no Cerrado, os jardins de sua residência no Lago Oeste, região colada ao majestoso Parque Nacional de Brasília, são presenças constantes em sua produção artística. Assim como as Lobeiras que dão nome ao refúgio onde instalou seu ateliê. Árvore de grande resistência e repleta de significados para as gentes do Cerrado por sua associação com o enigmático Lobo Guará, a Lobeira (Solanum lycocarpum), em contraste com a terra e o céu do Cerrado, também é fonte de inspiração.
O desafio de traduzir em cores e formas realidades abstratas e intangíveis. Sentimentos como a felicidade ou sensações com o odor agradável de um perfume, ou a força e a determinação de um coração valente. Expressar o que não se deixa definir.    
Inspiradora e trágica. Alegre e dramática. Assim foi a vida e a arte de Frida Kahlo.   A perfeita tradução de uma cultura que saber unir a vida e a morte, a luz e as sombras na mesma atmosfera vibrante.

O inverno no Hemisfério Sul. Os elementos que se movem esperando o solstício próximo. Namorados...Uma data no calendário marcando a passagem das idades.

 

MINI BIO DO ARTISTA

 

Carlos Décimo de Souza nasceu em 1961 em Camocim, Ceará.  É graduado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e desde 1995 reside em Brasília. Artista autodidata, percorre um caminho criativo marcado pela paixão por cores vibrantes, elaboradas em efeitos que se assemelham a uma visão hiperampliada de pixels digitais. O resultado é uma obra de impacto visual que desperta sensações oníricas e, por vezes, psicodélicas.  A leveza visual pode aparecer de forma absoluta ou entrecortada por blocos maciços de cor em composições  quase esculturais, obtidas tanto pelo trabalho de sobreposição de camadas  de tinta acrílica, conferindo uma textura opulenta , como também pela perspectiva  que cria  efeitos de volume e profundidade.  Sem se deixar rotular por tendências, é aberto a influências de várias escolas artísticas das quais capta inspirações para traduzi-las em seu universo cromático, onde a cor e a luz se complementam de uma maneira inquietante e inesperada.

Ilustrou em 2019 a Revista Tensões Mundiais editada em seis idiomas; selecionado pela Curadoria do Centro Cultural Câmara dos Deputados para compor a Exposição Coletiva Arte Cidadã XIV e criou arte para ilustrar peças do 30° Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema.

  

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