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Dos interlúdios que não vimos

 

SOBRE

“Só posso notar que o passado é lindo porque nunca se percebe uma emoção naquele momento. Ele se expande mais tarde e, portanto, não temos emoções completas sobre o presente, apenas sobre o passado. ” 

- Virgínia Woolf

O projecto intitulado “Dos interlúdios que não vimos” aborda a memória e os ciclos da vida. Ao revisitar os meus arquivos, observar as imagens e estudar as relações entre os meus registros mais antigos e os atuais, fui confrontada com a eterna decadência do tempo e foi atraída por essa ideia de que todos nós somos apenas nossas memórias. 

A memória é uma das funções mais importantes da mente humana. Visto que as questões relativas à memória têm um significado profundo para questões relacionadas de identidade, livre arbítrio, linguagem e muito mais, a memória tem sido uma área significativa de estudo nas artes, ciências e filosofia por milhares de anos e tornou-se um dos principais tópicos de interesse dentro da psicologia cognitiva. De acordo com a psicologia freudiana, a memória de longo prazo seria chamada de pré-consciente e inconsciente. Esta informação está em grande parte fora de nossa consciência. 

Minha intenção com este corpo de trabalho foi uma tentativa de acessar minhas memórias de longo prazo por meio de fotografias, compondo dípticos com imagens de memorabilia e imagens da natureza. São metáforas sobre os ciclos de vida, um diálogo constante entre o passado, o presente e o futuro. 

Quando reunidos, eles compõem um retrato da solidão de todas as canções que você não pode ouvir, todas as cores que você não pode ver e todas as palavras que você não consegue pronunciar, incorporando solidão e vazio. 

 

TÉCNICA

Tenho trabalhado com Studios certificados de impressão tanto no Brasil quanto nos EUA para produzir minhas peças de Fine Art em edições limitadas. As im- pressões dos tamanhos menores eu mesma produzo em meu estúdio.Todas as impressões são jato de tinta à base d'água com pigmento mineral, com taman- hos de edição variando de acordo com os tamanhos das obras. Cada impres- são vem com seu Certificado de Autenticidade e há uma prova do artista para cada edição impressa.Utilizo os papéis fine art certificados de alta durabilidade e alta qualidade de impressão da Hahnemühle. 

A série “Dos interlúdios que não Vimos” foi concebida para impressão no papel Hahnemühle Photo Rag no tamanho 40cm x 60cm cada imagem, formando díp- ticos no tamanho de 40cm x 120cm. As obras tem edição de 8 + PA. 

 

MINO BIO

Ana Leal nascida no Nordeste do Brasil, é uma artista que trabalha principal- mente com fotografia. Ela considera a fotografia uma ferramenta tanto para descrever quanto para fugir da realidade e explora essas possibilidades por meio de ideias que cercam a memória, a passagem do tempo e os espaços va- zios. Ela se inspira no minimalismo e no movimento concretista brasileiro, além de pintores impressionistas. Por meio de imagens simples, abstrações e cola- gens fotográficas, ela pretende compartilhar a beleza da simplicidade retratando ambientes da natureza e do cotidiano, focando nas minúcias, como os detalhes e a sensação desses ambientes, capturando sua fragilidade e fugacidade. Apoiando um estilo de vida contemplativo, sua esperança é oferecer um espaço introspectivo para os telespectadores por meio da obra. 

Leal é uma vencedora do Gold Award no 2020 Tokyo International Foto Awards e do 15a Julia Margaret Cameron Award, ambos na categoria abstrata. Também recebeu Menção Honrosa no Prix de La Photographie Paris e no 15o Pollux Awards como na América Latina 7. Seu trabalho tem sido exibido nos Estados Unidos e no Brasil. Ela foi nomeada “Artista do Futuro” pela Contemporary Art Curator Magazine em 2020 e foi publicada na Envision Arts Magazine, Thought art Magazine e Dodho Magazine. 

Leal (n. 1969) atualmente trabalha e vive em São Paulo, Brasil. Ela completou seu MFA na Universidade Internacional de Artes e Design de Miami (2018).